quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Distância



Aprendi algumas coisas com a distância que sempre convivi, algumas tarde demais, outras a tempo e mais algumas muito bem aprendidas. Quando há distância, as coisas mudam o curso normal, entre tropeços e outros algo sobressai.
No inicio, tudo é maravilhoso, mas basta algum tempo pra se entender do problema que se tem em mãos. Quem permanecer, valorize. Essa pessoa ficou ali apesar de todas as dificuldades de manter contato.
Um amigo quando consegue te ajudar mesmo longe, é um amigo que, sem sombra de dúvida, fez de tudo pra você ficar bem e faria de novo.
Quando algo parece que não vai acabar nunca porque a distância impediu, guarde esse sentimento pra hora certa. Ele um dia vai despertar e você realmente saberá se era pra ser assim, ou se você descobriu que não desistiu porque sempre teve motivos pra isso, porque nunca pôde tentar.
Se você tem uma grande amiga que sempre esteve por perto e de uma hora pra outra vocês precisam se afastar, não estranhem a dificuldade que isso será no inicio. Vocês faziam tudo juntas, praticamente respiravam juntas e agora já não é assim mais. Vocês precisam saber lidar com o ciúme e em saber lidar com menos detalhes, menos contato. Mas não deixe a amizade terminar nos primeiros obstáculos, chegará um dia em que você vai se arrepender de ter aberto mão de uma das pessoas que mais te conhece.
Tem aqueles amigos que sempre foram assim, sempre por telefone, rede sociais. Guarde-os bem também, eles foram capazes de estar com você e escutar tudo, mesmo não conhecendo quase ninguém das suas histórias malucas e desesperadoras.
E quando alguém no inicio aparenta estar super empolgado, mas depois de um tempo some. Suma também. Se ela sentir sua falta, ela volta. Se não, foi um prazer em conhecer, a vida segue em frente.
E mais importante de tudo na distância: se puder evitar, evite-a. Ela faz com que os problemas sejam mil vezes piores.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O tempo encanta



Existe algo por trás do silêncio e da falta de contato que me encanta. Por pior que seja tudo isso, há sempre algo muito forte que faz com isso permaneça. A distância é como o vento: apaga as velas e acende as grandes fogueiras.
Seja na amizade ou no amor. Por trás de qualquer distância de um relacionamento que se mantém, há algo muito forte. E é esse algo que impede que tudo termine, é esse sentimento enorme que faz com que permaneça bem.
Mesmo que o permanecer bem seja ficar muito tempo sem conversar e quando se encontrar isso ser somente um detalhe, e parecer que nada mudou, que tempo nenhum os afastou. Isso é o que me fascina.
O lembrar quase todo dia da pessoa pela sua importância, e sentir esse sentimento forte quando a ver, ou conversar, ou ter o nome citado. Isso é o que me fascina.
Aquela amizade que você vê muito, muito pouco devido a distância, mas isso não impede que ela continue. Porque vocês fazem de tudo pra estar perto, porque seu amigo sabe de tudo da sua vida, porque vocês mantêm contato. É isso que me fascina.
É aquela amizade antiga, que você arrependeu de ter deixado acabar e morrer de saudade. E sempre se lembrar que ela te conhece muito bem, e ter muita vontade de ir contar as novidades de vez em quando e descobrir o que há de novo na vida dela também. Querer saber se aqueles antigos planos ainda estão em aberto, se tornaram presente ou eram só planos de crianças. Isso também me fascina.
Todo esse sentimento guardado que volta de vez em quando; esse ciclo que sempre continua, porque não importa quanto você ande, esse sentimento sempre vai esbarrar em você de vez em quando. Porque ele é pra sempre, e só a distância sabe disso.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um grande ídolo: Humberto Gessinger


Engraçado tentar falar de alguém que pessoalmente não conheço, mas que me parece tão familiar. Cresci escutando Engenheiros, meus pais adoravam e isso fez com que eu e meus irmãos criássemos esse laço com a banda.
De inicio era um gosto pelo grupo. Tínhamos uma bandinha nossa que só tocava Engenheiros do Hawaii. Mas ao longo dos anos o gosto foi crescendo, e a gente foi crescendo também. Fomos tentando entender o que cada música tentava falar.
Eu, particularmente, ficava fascinada. Sempre houve inspiração, vontade de entender toda aquela confusão que era muito bem descrita nas músicas. E esse encanto me fez começar a escrever, me fez querer tentar expressar as coisas através de palavras no papel também, e hoje é algo que realmente amo e não vivo sem.
Quando queria escrever e precisava de uma pitada de criatividade eu escutava Engenheiros. Aliás, eu escutava as músicas por qualquer motivo: porque estava feliz demais e o sorriso não cabia no rosto; porque queria refletir sobre as coisas que estavam acontecendo e não sabia o que fazer; quando queria relaxar; quando estava triste e precisava de consolo e as lágrimas precisavam cair. Sempre achava o conforto certo naquelas palavras que eram selecionadas pelo Humberto.
Certos trechos de músicas, ou até músicas inteiras, às vezes, me fazem arrepiar com tamanho sentido. Mas naquela canção que parece encontrar razão, eu encontrava a minha razão. Eu dava o sentindo que queria para me reconfortar. Mas aí está o grande mistério e o enorme fascínio: as músicas cabem em qualquer situação e podemos dar o sentido que quisermos e assim tornar aquilo verdade e nos dar motivo. Ás vezes o mesmo trecho nos faz ir fundo, acreditar que devemos ir, mas também nos faz recuar e acreditar que aquilo não vale à pena, porque eu não vim até aqui pra desistir agora.
Quando Engenheiros acabou, eu entrei em choque, não acreditava que tudo aquilo tinha parado por ali, que não teria algo novo pra me acompanhar no dia-a-dia da nossa aldeia. Então veio a noticia do Pouca Vogal. Não sabia se curtia ou não, mas aos poucos o Duca ganhou meu respeito também. O PV é algo mais maduro e ainda mais intrigante com aquele swing esquisito. E hoje não há favorito e nenhum dos dois é igual. Cada um com seu estilo e então, viva a diferença!
O Humberto foi me parecendo ainda mais familiar quando comecei ler o blog dele, e comecei a viver com ele. Nada como a expectativa da terça-feira pra ler um texto novo, mesmo que ele surfe karmas e DNA. Lá descobri duas coisas que eu realmente amei: o livro Nas Entrelinhas do Horizonte e a agenda.
Eu devorei o livro e não queria terminá-lo nunca. Tudo ali fazia tanto sentido que, no fim das contas, eu me sentia totalmente sem sentido. Li cada pedacinho do livro saboreando cada palavra, e descobri que há muita coisa pra se entender nas entrelinhas do horizonte dessa highway.
A agenda é minha companheirona desde então. Todos os dias eu escrevo um pensamento, um trecho de música. Um pedacinho do meu dia fica ali escrito. Cada dia é uma variação de um mesmo tema. Ali estão as minhas confusões, que às vezes me lembram a América Central. As minhas dúvidas também estão lá, mas como elas são o preço da pureza, eu comecei a acreditar que é inútil ter certeza.
E ao fim de tudo, quando escuto Engenheiros ou Pouca Vogal, cada dia é um dia especial. Tudo isso pra dizer que o Humberto é meu ídolo. Que tudo que ele diz tem um sentido pra mim, até as frases sem noção trazem uma sensação boa inexplicável. Pra ser sincero, eu gostaria de conhecer ou pelo menos ver esse cara tão simples de coração, mas que nos faz crer que estamos num refrão de um bolero.

sábado, 14 de abril de 2012

Em frente ou enfrente

Há tantas coisas que acontecem com a gente e uma única coisa deixa tudo muito pior, a distância. Será ela construtora de sentimentos fortes ou destruidora de sonhos?
Já soube que uma pequena distância faz uma diferença enorme numa amizade de todo dia. Aqueles pequenos detalhes da rotina somem, e isso enfraquece o contato, dói e dá a sensação de exclusão. E essa sensação estranha de estar faltando algo aumenta, e a distância física fica menor do que a psicológica.
Vi amizades crescerem com a separação, com a mudança de escola ou de cidade. Cresceu uma força e vontade de estar perto maior do que a que já existia. O querer viver e sair correndo pra contar o que aconteceu. Essa é uma parte boa que poucas pessoas sabem valorizar.
A distância faz diminuir o calor humano, a convivência e também a esperança. Mas ao mesmo tempo, ela constrói sentimentos tão fortes, que nada consegue abalar. A distância é como os ventos, apaga as velas e acende as grandes fogueiras, já dizia Machado de Assis. Tanta complexidade pra uma palavra tão pequena e que expressa muito kilômetros.
Como em tudo, há dois lados da moeda. Há uma causa e uma consequência, uma razão e uma reação, o lado bom e o lado ruim. Não se sabe qual pesa mais, qual vale mais a pena. Essa parte é pessoal e de cada um, se ir em frente trará mais coisas boas ou ruins, se fugir terá mais lados positivos ou negativos. Esconder da decisão não te levará a lugar nenhum. Se agora você diz talvez, não sei, depende, quem sabe, chegará um momento em que você terá que dizer sim ou não. E com certeza seria mais fácil ter dito isso lá trás, quando você não perdeu tempo levando uma vida mais ou menos.
Com isso, deixe a distância no lugar certo, fazendo o bem e o mal. Se há medo nisso tudo, talvez ela destria o seu sonho. Mas se você quer e precisa enfrentá-la, quem sabe, ela só fortifique.

O caminho da vida *

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma dos homens... Levantou no mundo as muralhas do ódio... E tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.  
— Charles Chaplin

sábado, 24 de março de 2012

Pra ser sincero

Sorrisos falam muito. Eles demonstram certos sentimentos que nenhum outro detalhe mostraria. Olhares, dizem que são as janelas da alma. Eles condenam ainda mais os sentimentos.
A diferença de um olhar e um sorriso é a sinceridade. Não dá pra mentir e fingir através dos olhos, eles são as mais puras demonstrações de pensamentos e sentimentos. A boca, às vezes, é educada demais para a sinceridade, mas em segundos de bobeira, ela não consegue mentir.
Eles nos mostram felicidade, medo, coragem, tristeza, aflição, desespero, emoção, paz, dúvida, decepção, incerteza, compreensão, esperança, ciúme, compaixão, culpa, confiança, proteção e amor. Ah, esse sim, às vezes, é só demonstrado por olhares e sorrisos.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O que acontece e você não sabe *

Não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais. Você terá nas mãos minha simplicidade e minha leveza, que podem não ser totalmente verdadeiras, mas foram criadas com muito carinho pra não assustar pessoas como você. Não vou ficar falando sobre a complexidade dos meus pensamentos, minha dualidade ou minhas dúvidas sobre qualquer sentimento do mundo. Vou te deixar com a melhor parte, porque eu... sei que você merece. Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza, mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. Ofereço meu bom humor e minha paciência e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum. Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão. Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem.

Autor Desconhecido

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A falta do que falar

Após muito pensar no que escrever, me veio uma idéia: falar um pouco sobre como é escrever.
Isso tudo aqui vem de um lampejo, um pensamento do dia que se prolonga e dá vontade de compartilhar com alguém. São mil idéias rotineiras, algumas são especiais e tratamos com carinho, ficamos ali, viajando na mesma coisa pra ver se saí algo importante, pensamos, pensamos. Até que a vontade de escrever sai, então tudo flui naturalmente, as idéias, as palavras, os argumentos.
Tem dias que você quer escrever, você precisa compartilhar aqueles milhões de pensamentos com alguém, um desabafo. Mas as palavras não saem, ficam ali querendo sair da cabeça, mas presa na garganta e nos dedos. Geralmente, esses são os dias mais difíceis onde se quer falar, mas pouco se fala. Ao longo do tempo todo aquele pensamento se desfaz, e outras opiniões surgem e viram tema para outro post.
Já tive vontade de escrever mil coisas, mas não soube como argumentar e articular os conceitos. Também sofri pela vontade imensa de querer escrever algo, mas não saia um lampejo, por menor que fosse, de idéia para um texto legal. (Hoje, por exemplo)
Enfim, isso tudo aqui pra mim é especial. São palavras, que viram frases, que montam parágrafos, que se tornam textos. Simples, né? Nem todo dia.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Problemas e confusões

Quando um problema cresce a nossa cabeça, deixamos todos os outros florecerem e ganharem uma dimensão incontrolável pra nós. Qualquer brincadeira fora do habitural, fala meio sem noção, mentirinha normal, um segredo não contado nós deixa realmente decepcionados e acanhados. Problemas antigos e enterrados voltam à tona, aquela lembrança, antes boba, parece um furacão dentro de nós.
Nós somos assim, deixamos tudo subir à cabeça e depois não damos conta. Pedimos pelo amor de Deus pra tudo isso acabar, e nos agarramos a boa e velha música. Acabamos brigando com as pessoas que não tem anda a ver com os problemas, criamos alguns outros e vamos ficando cada vez mais só. Sempre assim, ficamos na pior e recorremos ao silêncio e à música. Na nossa quietude as pessoas acabam percebendo que há algo de errado, mas poucas terão a coragem de vir perguntar o que é e tentar te ajudar. Firme-se nessas pessoas, elas só querem o seu bem.
Pensamos em sumir, nas lembranças, se as pessoas que gostamos sentiriam nossa falta, em textos, músicas. Queremos atenção, afeto, abraço, uma ligação, uma risada gostosa, um motivo pra se sorrir de verdade e não fingir um sorriso idiota.
Isso é realmente normal quando ficamos no máximo dois dias assim, mas quando ficamos alguns dias a mais e mais longos? Isso vai tornando cruel, dolorido, solitário e até mesmo masoquista. Quanto mais dor sentimos, queremos ainda mais, está certo isso? Querer o nosso pior?
Nesse momento nos tornamos poetas, qualquer acontecimento é digno de uma frase com uma filosofia de vida ou então um pensamento pra nos dar valor; e além do mais, como os grandes gênios da poesia, eles gostam do sofrimento, pois sem ele não haveria palavras, sentimento, lágrimas e tudo aquilo que lhes deixa muito feliz: a literatura. E por assim vamos, remoendo tudo aquilo que já passou a nossa cabeça, só pra sofrer um pouco mais.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Pode estar no ponto, ponto de interrogação

Era para ser um encontro comum, daqueles normais que acabam nos trazendo boas lembranças e unindo, mas não. Na pior das hipóteses foi um encontro que afastou duas pessoas. Para uma será difícil, pois queria que durasse; para a outra será só mais alguém que se foi, era momentâneo.
Separar, afastar. Palavras fortes demais que hoje acontecem frequentemente em todo lugar. Palavras que devido a outras palavras acontecem, as pessoas se magoam mais fácil, porque gostam com mais facilidade, mas se separam com a mesma facilidade. O que é fácil se vai. O difícil vira eterno. As pessoas tem ido embora com mais facilidade, dão um breve adeus e se vão, ou então, fogem, não dão notícias e fingem não se importar.
Não se importe, nem se incomode, eu vou achar alguém pra mim. Não se dê ao trabalho de preocupar se estou bem quando isso nunca fez diferença pra você. Melhor a indiferença do que a preocupação forçada. Há sempre em quem você possa apoiar, e nesse caso não é mais você.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Amor próprio *

Mas chega, se não houve troca, chega, porque amar sozinho é solitário demais, abandono demais, e você está nessa vida para evoluir, mas não para sofrer.Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz.
— Tati Bernardi

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Lembranças *

Quando chegar o dia em que você viver apenas de lembranças, de que lembranças você vai querer viver?
Das escadas que não subiu?
Das praias que não mergulhou?
Das grutas que não desbravou?
Dos beijos que não roubou, ou se deixou roubar?
Das portas que não abriu?
Das histórias que não conheceu?
Das que não viveu? Das que não contou?
Viva.
Viva pra ter o que lembrar.
Pois vai chegar o dia em que a sua maior riqueza serão as lembranças.
E são elas que te manterão vivo.

Propaganda da Honda 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Personalidade errada *

Nunca me importei com o que as pessoas poderiam pensar de mim, personalidade é algo que sempre valorizei. Acho que não devemos ter vergonha de ser o que somos, de dizer do que gostamos e confessar o que sentimos. E eu sou assim, errada. Erro tentando acertar, erro apenas por errar, erro porque de tanto errar já me acostumei.

Isabela Freitas

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Amor por completo *

Eu sei amar. Mas não sei fugir. Por isso, não tente me parar. Não me peça para não ir. Não me diga para tomar cuidado, eu não sei amar mais ou menos. Quando eu decido, eu vou. Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir. Meu coração se esgarça, a vida se desfaz, me embolo em mim mesma, dou nó. E daí? A vida é minha. O amor é meu. Me dou de bandeja pra quem eu quiser. Você aí quer? Quer mesmo? Então leva. Mas leva tudo. Leva e não devolve. Só devolve se eu pedir. Amor não tem garantia, mas tem devolução. Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim. Mas tem sempre o meio. Amor tem gosto de pele, língua e segredo. Amor tem gosto de cobertas, descobertas e travesseiro. Você imagina quantas meninas existem em mim? Toda mulher é uma surpresa, uma torta mil-folhas, um bombom diferente em um lindo papel celofane. Quer provar? Eu posso acordar doce, ficar amarga e até dormir ácida sem você perceber. Mas eu quero que você perceba. Eu quero que você se alimente do que há de melhor e pior em mim. Eu quero te mostrar cada gosto, te misturar, te revirar o estômago, te virar do avesso, jogar a receita fora. (Nada de banho-maria!). O amor não tem regras, o desejo não tem limites. Minha boca é do tamanho do meu coração.
Fernanda Mello

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Rumos

Coração com palavras. Palavras vazias, que agora não significam nada. Silêncio. O barulho do coração bombeando sangue. Vida, você ainda está viva! Há muitos motivos ainda para se viver. Mas há muito silêncio, muitas dúvidas e muita esperança.

Silêncio que quer falar, falar não, gritar.

Palavras aos montes, mas que não dizem nada.

Sentimentos, confusos até, mas que agora não te levam pra frente.

Musicas que faziam sentido.

Frases que antes eram um bom motivo agora viraram uma desculpa tola e sem sentido.

Lembranças que só te jogam pra baixo.

Conselhos, aqueles que fizeram você parar e rever pra onde estava indo.

Talvez seja tarde demais para voltar atrás e fingir que nada aconteceu, mas ainda há tempo de cortar um caminho. Fazer um atalho para o rumo paralelo, com opiniões diferentes, princípios diferentes, rumos diferentes e comportamentos também. O paralelo que pode se tornar perpendicular.

Pensamentos bobos que antes nos deixavam feliz, hoje nos deixa com um sorriso discreto no rosto, saudade, decepção. Porque às vezes o amor dura, mas às vezes ele machuca em vez disso.

Antes maior medo era ficar só, hoje é ficar mal acompanhada. Companhia duradoura de carência, dúvidas, desejo e paixão não são bem vindas. Melhor ficar junto da decepção por pouco tempo.

E aquele sorriso, que voltava se tornar inteiro, começou a se quebrar de novo.

Então é perceber que já brincamos demais a ponto de perdermos a direção, agora é hora de voltar pra casa e ver que tudo não passou de uma ilusão ou uma utopia real demais.